Poucos dias para o 24º Congresso de Missões do Ceifeiros

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O órgão missionário Ceifeiros da Hora Final e a Assembleia de Deus de Içara estarão em festa entre os dias 16 e 18 de novembro de 2018. Acontecerá mais um grandioso congresso de missões. A vigésima quarta edição do evento ocorrerá no templo sede da igreja.

Entre os convidados para o evento missionário estão: Pastor Lauri Villas Boas (Rio de Janeiro), Orquestra Celebração (Içara/SC), Ministério de Louvor Restauração, Kênia Araújo, entre outros.

A abertura ocorrerá na sexta, dia 16, a partir 19h30min. São esperadas pelo menos duas mil pessoas em todo evento. Nesta edição o tema do encontro é “Missões: Uma obra urgente. E o que tens feito? Jonas 1.8”.

Missionários deverão participar do congresso testemunhando o que está acontecendo nos locais onde trabalham a favor da obra de Deus e o progresso realizado durante o ano.

A programação completa, fotos, vídeos e matérias do congresso poderão ser acessadas no http://www.adicara.com.br e no http://ceifeirosdahorafinal.com.br

Conhecendo o Órgão

O Órgão Missionário Ceifeiros da Hora Final atualmente mantém cerca de 30 famílias de missionários em países das Américas, Europa e África. São alcançadas sete nações incluindo o Brasil.

No Brasil a instituição possui missionários nos estados de Minas Gerais e diversos municípios do interior de Santa Catarina. Os países Nicarágua, Espanha, Portugal, Cabo Verde, Argentina e Paraguai também possuem enviados pelo órgão.

No campo missionário são desenvolvidos trabalhos sócio-religiosos. Além da evangelização são executados trabalhos sociais como alfabetização de crianças, doações de alimentos, auxílio espiritual, etc.

O presidente da igreja é o pastor Cirço Ferreira de Lima. O coordenador das missões é o pastor Edson Cardoso.

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LIÇÃO 06 – Sinceridade e arrependimento diante de Deus | 11/11/2018

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INTRODUÇÃO

Talvez a parábola do fariseu e do publicano seja uma das mais conhecidas. Ela mostra que a dependência humilde diante de Deus, em vez de justiça própria, é a base para a resposta de oração. Muitas pessoas acreditam que Deus deve responder suas orações com base naquilo que elas fazem para Ele. Contudo, na contramão da meritocracia religiosa, e dentro da gloriosa graça de Deus, que faz cair chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45), a lição de hoje nos ensina que o que Deus quer é que nossas orações sejam permeadas de sinceridade e arrependimento. Quando oramos a Deus, devemos confiar em quem Ele é, e não em quem nós somos. Jesus ensina que são felizes os humildes de espírito (Mt 5.3), aqueles que reconhecem a sua real condição diante de Deus. Por isso, hoje vamos falar sobre a sinceridade e o arrependimento para com o Senhor.

I. INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO 

Estamos diante de uma parábola narrativa indireta simples, ou seja, uma comparação entre dois personagens opostos — o fariseu e o publicano —, colocando-os lado a lado. Depois de haver ensinado a respeito da necessidade e do poder da oração por meio da parábola do “juiz iníquo”, Jesus conta essa parábola com o objetivo de ensinar a atitude correta na hora da oração. Agora somos ensinados que, além de perseverarmos na oração, é preciso uma atitude correta.

1. O fariseu. Pertencente a uma das principais seitas dos judeus, muito mais numerosa do que a dos saduceus, e de mais influência entre o povo, os fariseus insistiam no cumprimento rigoroso da Lei e das tradições dos anciãos (Mt 15.1,2). Fariseu significa “separado”. Esta classe de pessoas assim era identificada porque não somente se separava dos outros povos, mas também dos outros judeus. Eles observavam as práticas de forma minuciosa, contudo, esqueciam do espírito da Lei, como se nota na forma como se lavavam antes de fazer as refeições, no lavar dos copos, jarros, os vasos de metal e as roupas de cama (Mc 7.3,4), em pagar cuidadosamente o dízimo (Mt 23.23), na observância do sábado, etc.

2. O publicano. Os publicanos, geralmente judeus, eram cobradores de impostos que trabalhavam para os romanos. Os judeus consideravam os publicanos traidores e apóstatas, porque cobravam os impostos para a nação que os oprimia. Eles eram julgados como pessoas de vil caráter, porque alguns também acabavam extorquindo grandes quantias de dinheiro do seu próprio povo (Lc 3.12,13; 19.8). Os publicanos sempre eram classificados entre os pecadores (Mt 9.10,11), os pagãos e as meretrizes (Mt 21.31). O povo murmurava pelo fato de Jesus comer com eles (Mt 9.11; 11.19; Lc 5.29; 15.1,2). Chama a atenção o fato de Jesus ter escolhido um publicano, Mateus, para segui-lo, tornando-se apóstolo (Mt 9.9).

3. A oração. Os judeus da cidade de Jerusalém tinham o costume de fazer orações nas horas costumeiras (9 da manhã e 15 da tarde). Entretanto, mesmo fora dos horários regulares havia pessoas orando no Templo (Lc 2.37; At 22.17). Um fariseu e um publicano subiram ao Templo com o fim de orar à mesma hora. Como já foi dito, nos aspectos religioso e moral reinava no judaísmo daquela época uma grande distância entre essas duas classes do povo. O fariseu, como vimos, era tido como um homem que cumpria a Lei com rigor exemplar. O outro, publicano, era considerado uma pessoa que vivia em grandes pecados e vícios, sendo mesmo equiparado aos gentios. Essas duas figuras estão orando juntas à mesma hora no Templo. É o que informa a parábola.

II. A HIPOCRISIA DO FARISEU 

1. A postura do fariseu no momento da oração. Inicialmente a parábola contada por Jesus se detém no fariseu, com o objetivo de dizer como este formulava a sua oração. De acordo com uma das interpretações, o fariseu postou-se em local isolado e ali orou (Lc 18.11). O texto enfatiza a posição distinta, separada, do fariseu. Ele postou-se de maneira que chamava a atenção e atraía sobre si todos os olhares dos presentes (Mt 6.5). Ele ora como todos os devotos judeus: de pé, com os braços erguidos e a cabeça levantada. Ele agradece a Deus. Esta é a forma clássica da oração bíblica judaica: o louvor e o agradecimento a Deus. O fariseu, antes de tudo, agradece a Deus por estar isento dos vícios dos outros homens, e em seguida porque é rico em obras meritórias.

2. Uma “oração comum”. Tudo indica que o tipo de oração que encontramos no texto, apesar de transparecer arrogante, não era completamente desconhecido, pois há relatos na literatura rabínica do judaísmo de que tal comportamento era comum. Alguns autores mostram exemplos de orações cujo teor é similar à do fariseu da parábola. Isso, porém, não justifica a atitude e nem a torna aceitável.

3. A oração arrogante. O fariseu diz a respeito de si mesmo o que era rigorosamente verdadeiro, mas o que o motivava a orar era completamente errado. Não existe nenhuma consciência do pecado, nem da necessidade, nem da humilde dependência de Deus. O fariseu quase que comete a loucura de “parabenizar” a Deus por ter um servo tão excelente como ele! Depois de suas primeiras palavras, não se lembra mais de Deus, mas apenas de si mesmo. O centro de sua oração é o que ele faz. A oração do fariseu inicialmente mostra quem ele é. Em seguida, ele passa a destacar as obras excedentes, ou seja, “a mais” que ele realiza. Excedia o jejum prescrito na Lei, o “Dia da Expiação”, acrescentando à prática anual (Lv 16.29,31; 23.27), mais dois jejuns semanais. Excedia o dízimo normatizado pela Lei (Lv 27.30,32; Nm 18.21,24), chegando a separar o dízimo dos “temperos” ou condimentos (Mt 23.23). Ele realmente “agradece” por ser quem é, mas, não contente com isso, “agradece” também pelo que supostamente faz para Deus.

III. A SINCERIDADE DO PUBLICANO 

1. A oração do publicano. O cobrador de impostos parece não estar à vontade no local de culto. Ele não está apto nem mesmo para assumir o comportamento normal de quem ora. Bate no peito como aquele que está numa situação de desespero, suplica com a fórmula do pecador que não sabe fazer o elenco de seus pecados (Sl 51.3). É a oração do pobre que confia totalmente em Deus. Com profunda dor ele exclama: “Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” ”. Nessa breve, porém, sincera e humilde oração, a ênfase recai sobre a palavra “pecador”.

2. Sinceridade e arrependimento. Além de golpear o próprio peito, o publicano nem conseguia levantar os olhos. O termo grego utilizado é uma expressão forte e definida para uma contrição dolorosa e arrependida, tal como aparece em Lucas 23.48. O publicano sequer consegue formular muitas palavras. Nem mesmo fazendo promessas ele conseguiria obter quaisquer direitos. Ele tem consciência de sua condição, por isso, prostra-se em sinal de sinceridade e arrependimento. A sua condição o permite apenas render-se inteiramente às mãos de Deus. É possível notar, pelas palavras do fariseu, que todos os seres humanos eram pecadores e “apenas” ele era justo. De forma contrária, na confissão do publicano, porém, todos eram justos, “somente” ele era o pecador. Nisto também vemos a comparação entre ambos. Na verdade, estamos diante de uma oração que saía das profundezas de um coração completamente dilacerado pela dor.

3. A oração aceita. As pessoas que ouvem atentamente a narração de Jesus talvez tivessem esboçado sinais de aprovação inclinando-se para a atitude do fariseu. Porém, num dado momento, o Mestre desconcerta a todos os ouvintes com uma conclusão inesperada. O publicano, que era odiado por todos, isto é, o pecador, recebe o dom de Deus, a justiça, ou seja, o perdão e a misericórdia divina. Já o fariseu, que ostentava a justiça perante Deus como conquista pessoal, não obteve o mesmo favor. O publicano recebeu o favor divino como dom misericordioso de Deus. Esta é a verdadeira justiça, posto ser proveniente de Deus (Rm 1.17). Assim, a oração aceita é a do publicano. Ela vem permeada de sinceridade e arrependimento diante de Deus. Por isso, ele voltou para casa “justificado”, ou seja, perdoado e “inocentado” dos seus pecados. O princípio por trás de toda a parábola está muito claro: aquele que se exalta, será humilhado. Ninguém possui algo de que possa se orgulhar diante de Deus. Quem se humilha, será exaltado (Lc 14.11). O pecador arrependido que humildemente busca a misericórdia de Deus, certamente, a encontrará.

CONCLUSÃO

Na parábola que aprendemos na lição de hoje, o fariseu representa aquele tipo de pessoa que ora bastante, mas não tem uma atitude sincera. O publicano, apesar da classe a que pertence, no momento da oração representa aquele tipo de pessoa que, com sinceridade e arrependimento, se prostra diante do Pai e, por isso, encontra favor. Será que o nosso coração, naturalmente, não é sempre semelhante ao do fariseu? Vê severamente os pecados de outras pessoas, mas esquece dos próprios. O fariseu deixou o Templo da mesma maneira que entrou nele. Devemos orar como publicanos, pois todos somos pecadores. Devemos orar com sinceridade e arrependimento diante de Deus. Quem se humilhando, curva-se até ao pó, será amorosamente conduzido ao coração do Pai (Sl 51.17).

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

Reunião de obreiros de novembro foi realizada na AD Içara

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A reunião geral de obreiros da Assembleia de Deus de Içara foi realizada na segunda, dia 05 de novembro. No encontro estiveram presentes cerca de 180 cooperadores. Veja as fotos.

Pastor Cirço de Lima, presidente da igreja, abriu a reunião ministrando uma breve palavra aos obreiros.

Na oportunidade foram tratados de assuntos concernentes da obra de Deus e também em relação a administração da igreja.

Pr. Edson Cardoso, coordenador do Ceifeiros da Hora Final comentou sobre o 24º Congresso de Missões do departamento que ocorrerá entre os dias 16 e 18 de novembro.

Presbítero Cristiano Medeiros lembrou os dirigentes de congregação do próximo batismo nas águas que ocorrerá no dia 02 de dezembro, e também da realização de um almoço do departamento que será realizado no dia 18 de novembro. Ainda acrescentou sobre a realização da passeata do Dia da Bíblia que ocorrerá no dia 08 de dezembro.

Diácono Jardel Almeida, coordenador de adolescentes do campo, informou sobre o 1º Adorai, encotro de adolescentes que ocorrerá na congregação de Presidente Vargas no dia 10 de novembro.

Presbítero Sebastião Souza, coordenador do Círculo de Oração Masculino AD Içara, agradeceu o apoio recebido na realização do Novembro Azul,  que foi promovido no dia 02 de novembro com palestras incentivando o cuidado com a saúde do homem.

Paralelo ao encontro dos obreiros ocorreu a reunião das líderes do Círculo de Oração Feminino da AD Içara (Cofadi). A coordenadora pastora Iliani de Lima (esposa do presidente) dirigiu a reunião das mulheres.

Agenda AD Içara para os dias 10 e 11 de novembro de 2018

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Neste sábado as 14 horas o Discipulado terá a última reunião do ano. O encontro ocorre no salão de festas do templo sede e todos discipuladores estão convocados.

No dia 10, a partir das 19 horas, ocorrerá o 1º ADORAI, encontro de adolescentes da AD Içara. O evento será realizado na igreja do Presidente Vargas.

No sábado e domingo os jovens da AD Monte Alegre estarão celebrando mais um aniversário.

Tenha um abençoado final de semana!

Culto de Ceia foi celebrado na AD Içara

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O culto de ceia do templo sede foi marcado pela presença do Senhor. A celebração realizada na noite de domingo, dia 04, contou com muitos louvores e a ministração da palavra de Deus. Veja as fotos.

A Orquestra Celebração, o Ministério de Louvor Restauração e o Círculo de Oração Monte Sião entoaram canções.

Ministrou a palavra de Deus pastor Cirço de Lima, e na sequência realizou uma oração pelas pessoas que foram diante do altar.

Iniciada a ceia foi feita a leitura tradicional da celebração, 1 Coríntios 11:23. Também foi partido o pão e feita a oração pelo pão e vinho. Já distribuída a ceia foi feita uma oração em agradecimento a Deus.

Novembro Azul foi realizado na AD Içara

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A Assembleia de Deus em Içara promoveu o Novembro Azul na sexta (02), feriado de finados. A programação no templo sede teve início as 17 horas. Veja as fotos.

Esteve palestrando aos homens o Dr. Rodrigo Assunção (Joinville). A temática escolhida para o evento foi “Homem que é homem se cuida”. Foram realizadas duas palestras e um intervalo com coffee break entre elas.

A inscrição para participar do evento foi 1 kg de alimento não perecível, que será entregue a Associação Beneficente Amor e Ação.

A organização do encontro foi feita pelo Ministério de Homens do Templo Sede em parceria com o Círculo de Oração Masculino da AD Içara.

Para o líder do grupo de homens no templo sede, presbítero Josias Brum, é preciso eventos deste nível. “Essa foi a primeira edição deste tipo de encontro. Pretendemos realizar mais eventos voltados para os homens de nossa igreja”, destacou.

Ainda antes do término foram sorteados alguns brindes entre os participantes.

LIÇÃO 05 – Amando e resgatando a pessoa desgarrada| 04/11/2018

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INTRODUÇÃO

O que levou Jesus a apresentar a parábola da ovelha perdida (Lc 15.3-7), a parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) e a parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32), antes de dirigir-se novamente aos discípulos no próximo capítulo (16.1-13), foi a insensata murmuração dos fariseus e dos escribas, exposta nos dois primeiros versículos de Lucas 15, mostrando o quanto eles eram ignorantes do verdadeiro propósito da missão e ministério de Cristo (Lc 5.32). Portanto, essas parábolas tratam do mesmo assunto: buscar quem se perdeu e a espera de Deus em receber o pecador de volta!

I. INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS 

1. A parábola da ovelha perdida. Esta parábola, que também fora contada em outra ocasião (Mt 18.12), ilustra a busca pelo perdido. Uma ovelha perdida é um símbolo do descuidado e desatento pecador que anda sem rumo e afasta-se totalmente de Deus, inclinando-se para o pecado e prosseguindo nele sem atentar para o fim que tal vida leva (Pv 29.1; Rm 6.23). Nenhuma criatura se distrai mais facilmente que uma ovelha, nenhuma é mais incapaz de encontrar normalmente o seu caminho para casa. Nenhuma é mais indefesa à destruição por outros animais. A ovelha que não está com as noventa e nove está perdida (v.4), por isso, o pastor sai angustiado e pronto para dar a sua vida para resgatá-la. A parábola não constrange pelo valor da ovelha, mas pelo amor evidenciado na atitude do pastor. Ao encontrar a ovelha perdida, o pastor demonstra compaixão, pois não a repreende ou censura, não a arrasta, obriga ou ordena, mas a leva nos seus ombros!

2. A parábola da dracma perdida. A parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) para ser mais bem compreendida precisa ser lida à luz das outras duas: a da ovelha perdida (Lc 15.3-7) e a do filho pródigo (Lc 15.11-32), uma vez que ela está entre essas duas e é relatada unicamente em Lucas. Deus é comparado com a mulher que se preocupa em procurar o que se perdeu. Muito embora a mulher tivesse ainda nove moedas, ela se empenha em procurar a que se perdera. O termo “dracma” designa uma moeda grega que era compatível ao denário romano, valor que era equivalente a um dia de salário de um trabalhador agrícola. Assim, quando se considera que aquela mulher tinha somente dez moedas, tratava-se de uma perda significativa. Por isso, ela acende a lâmpada, varre a casa, e a procura diligentemente, fazendo uma verdadeira faxina, não deixando um só canto sem ser revistado em busca da pequena moeda que se perdeu. Ouando a encontra reúne as amigas e pede que se alegrem com ela. Da mesma forma, disse Jesus, “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10). Quando alguém peca e se afasta de Deus, é como se quisesse se esconder do Senhor, por isso essa afirmação de Jesus. A respeito de se “esconder” de Deus, lembramos o que fizeram Adão e Eva quando desobedeceram ao Criador (Gn 3.8).

II. PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU 

1. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. Na condição de perdidas, todas as pessoas precisam de salvação (Rm 3.23) e o Senhor está disposto a salvá-las (Jo 3.16; 1Tm 2.4; 2Pe 3.9). Contudo, apenas serão salvas as que aceitarem ao Senhor Jesus e reconhecerem suas condições (Jo 3.16-20; Rm 1.16; 10.9,10; Ef 2.8,9; 1Jo 1.9). O interesse de Deus em salvar está claro desde o Antigo Testamento quando o Senhor, através do profeta Ezequiel, disse que Ele mesmo procuraria as suas ovelhas (Ez 34.12).

2. Jesus é um Pastor que está sempre em ação. Incansável em sua tarefa, Cristo, como Pastor, conduz suas ovelhas (Jo 10.4), e Ele assim o faz por conhecê-las (Jo 10.3-5). O Senhor não pastoreia apenas “praticamente”, mas também guia e conduz suas ovelhas mediante o seu exemplo (Jo 13.15; 1Pe 2.21; 1Jo 2.6). O pastoreio de Jesus é feito com amor, pois Ele trata suas ovelhas com ternura e mansidão (Is 40.11; 1Pe 5.2). Tal Pastor tem o reconhecimento de suas ovelhas (Jo 10.4; 1Pe 2.25), pois dá a sua vida por elas (Jo 10.11).

3. Resgatando a ovelha desgarrada. A ovelha que acaba se desgarrando o faz pelo fato de que ainda não está firme e precisa encontrar meios para estruturar sua fé evitando que se afaste das demais (v.4). Por isso, além da intercessão, há quatro passos mínimos para se resgatar uma ovelha desgarrada:

1°) Procure pela pessoa, demonstre interesse e evite julgamentos e questionamentos sobre os motivos de seu afastamento;

2°) Comprometa-se com a responsabilidade assumida. Resgatar é muito mais trabalhoso do que converter. Esteja disposto a apoiar a pessoa, colocando-se ao seu lado em todos os momentos possíveis;

3°) Envolva a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos, para que ela sinta o desejo de ser útil e de se envolver com as atividades da igreja.

4°) Nutrir com a boa palavra significa não julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas; significa ajudar a entender e buscar a compreensão das doutrinas e princípios da igreja, para que, aos poucos, compreenda por si próprio o que a doutrina ensina e com esta compreensão encontre razões para adquirir firmeza.

III. HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE 

1. Deus não analisa os motivos pelos quais alguém se perde, mas o reencontro exige arrependimento. Jesus não se preocupa em dizer o porquê de a ovelha ter se perdido. Ele não está preocupado se ela é uma ovelha “rebelde” que gostava de fugir. A primeira preocupação do pastor é encontrar a ovelha. Jesus age da mesma forma com quem se afastou do redil, da Igreja. Por isso, contou essa história, para mostrar que Ele está à procura da ovelha perdida (Lc 15.3,4,7). Na verdade, a mais simples resposta para ser encontrado por Jesus, e cuidado por Ele, se chama “arrependimento”. Temos de entender que, sem arrependimento, será impossível salvar-nos e ficar firmes com Cristo (Lc 15.17,18).

2. Deus está disposto a perdoar. Não há pecado que Deus não possa perdoar se nós verdadeiramente estivermos dispostos a pedir perdão (Is 1.18). Conforme pode ser visto na parábola do filho pródigo, não há pecador arrependido que Deus não acolha em seus braços, console o coração e lhe dê paz (Lc 15.20-24). Na primeira das parábolas estudadas, lemos que Jesus diz que o pastor colocou a ovelha em seus ombros e a carregou (v.5). Provavelmente isso seja necessário porque a ovelha caminhou demais, está cansada e talvez tenha se machucado no caminho que percorreu para longe do seu pastor.

3. A alegria da salvação. Se por um lado o pecador encontra paz na salvação outorgada pelo Senhor, é também um fato de que ele torna-se uma pessoa feliz (Sl 51.12). Ao terminar de contar cada uma das duas parábolas que estudamos, Jesus disse que, da mesma forma, “há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10). Portanto, para que a nossa alegria seja completa precisamos da alegria do Senhor, pois ela é a nossa força (Jo 15.11; Ne 8.10).

CONCLUSÃO

Deus está esperando a sua volta (Lc 15.20). Ele perdoará os seus pecados, não os lançará em seu rosto. Tirará de você as vestes imundas (Is 64.6), e lhe dará novas roupas que são os dons do Espírito Santo (At 2.39). Quer voltar aos braços do Pai celeste? Aceite Jesus e terá um lugar à mesa do banquete com Ele, no céu! Grande será a alegria ali com sua volta (Lc 15.7,32). Venha sem demora!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br