LIÇÃO 02 – A criação de Eva, a primeira mulher | 12/01/2020

ebdeva

INTRODUÇÃO

Nesta lição, mostraremos o lugar da mulher na criação divina e no âmbito familiar. Antes de tudo, declaramos que ela é um ser diferencial e complementar; uma bênção indispensável à criação divina. O Senhor, formando-a a partir da costela de Adão, designou-a para ser, em relação ao homem, uma companhia idônea e sábia.

Aos olhos de Deus, Eva era tão importante quanto Adão. Embora iguais, cada qual tinha uma missão específica a cumprir. Todavia, foi ao homem que Deus confiou a chefia do lar e o governo da Igreja. Mas, para que a missão do esposo e do pastor seja bem-sucedida, a participação de uma mulher virtuosa e cheia do Espírito Santo é imprescindível.

I. A MULHER NO PLANO DE DEUS 

A criação de Eva não foi um ato improvisado de Deus, para contornar a solidão do homem; a mulher sempre esteve nos planos divinos. Sendo ela, pois, uma pessoa necessária, o Senhor decidiu racionalmente criá-la a partir de Adão.

1. A mulher já estava nos planos de Deus. Quando, no sexto dia da criação, Deus anunciou a criação do ser humano, tinha Ele em mente tanto o homem quanto a mulher; sem esta ou sem aquele, a humanidade seria impossível (Gn 1.26).

2. A decisão de formar a mulher. A formação de Eva foi um ato mui particular de amor e bondade de Deus Pai para com o homem. Afinal, Adão é designado, na Bíblia, como filho amado e querido de Deus (Lc 3.38). Ao contemplar a solidão e a tristeza do homem, declarou o Pai Celeste: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18).

Na criação da espécie humana (homem e mulher), o verbo fazer é usado, pela Divindade, na primeira pessoa do plural: “façamos” (Gn 1.26). Trata-se de uma decisão formalmente colegiada. Todavia, na formação de Eva, o Senhor usa o mesmo verbo, agora, na primeira pessoa do singular, no tempo presente: “far-lhe-ei”, realçando a iniciativa particular do Pai Celeste sempre amoroso, solícito e atento às necessidades de seus filhos (Mt 6.32).

3. A mulher, uma pessoa necessária. Se, por um lado, a mulher proveio do homem; por outro, todo homem (exceto Adão) provém da mulher (1Co 11.12). Portanto, há, entre ambos os sexos, harmonia e perfeita completude. O livro de Cantares é o mais perfeito exemplo da amizade entre os cônjuges.

II. A CRIAÇÃO DA MULHER

A formação da mulher foi um ato mais elaborado e complexo do que a criação do homem, pois envolveu o uso de uma “anestesia” natural, um procedimento cirúrgico.

1. A primeira anestesia. Em primeiro lugar, o Criador, agora também cirurgião, coloca Adão para dormir. E, assim, o homem adormece profundamente (Gn 2.21).

2. A primeira cirurgia. Estando Adão já adormecido, Deus abre-lhe o peito e extrai-lhe uma das costelas. Em seguida, fecha-lhe a cisão com carne (Gn 2.21). A cirurgia é bem-sucedida; a plástica, perfeita (Jó 5.18). Deus conhece plenamente a nossa estrutura, porquanto é o nosso Criador (Sl 103.14). O seu Filho também é um perfeito cirurgião (Lc 22.50,51).

3. A primeira engenharia genética. Da costela extraída de Adão, o Senhor forma Eva, a primeira mulher (Gn 2.22). Aqui, como em toda a Bíblia, não temos nenhuma narrativa mitológica; trata-se de um relato histórico, real e confiável.

Observemos que, da costela de Adão, o Criador coleta o material genético ideal do homem, para a formação da mulher.

Salientamos que Deus não criou Eva como um clone de Adão. Antes, criou-a como uma pessoa autônoma e consciente de sua existência e missão no mundo.

III. A MISSÃO DA MULHER 

1. A missão de esposa. Qual gentil e solícito Pai, o Senhor Deus conduziu Eva, a primeira mulher, a Adão, que, ao recebê-la, compôs este poema: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).

Nessa missão, a mulher ajudará o esposo com os seus conselhos sábios e oportunos, com as suas orações e com o seu trabalho no gerenciamento da casa (Pv 31). Ela é a grande economista do lar. Mas, se a esposa não for sábia e idônea, acabará por destruir o esposo e os filhos com as próprias mãos (Pv 14.1).

2. A missão de mãe. Em relação aos filhos, a mulher, orientada e apoiada pelo esposo, é a real e a mais autorizada educadora dos filhos (Pv 1.8).

Na Igreja Primitiva, as irmãs Lóide e Eunice, respectivamente avó e mãe do pastor Timóteo, tornaram-se referências na educação e formação de filhos (2Tm 2.5). Sem o trabalho dessas mulheres, o apóstolo Paulo não teria condições de integrar o jovem à sua equipe missionária. Embora criado entre duas culturas, Timóteo recebeu uma formação cristã de excelência (At 16.1).

3. A missão como súdita do Reino de Deus. Ao lado de seus maridos, as santas mulheres poderão ajudar os que ainda não demonstram a esperada maturidade cristã. Haja vista o exemplo de Áquila e Priscila, os orientadores espirituais do erudito e eloquente Apolo (At 18.26).

CONCLUSÃO

O Senhor Deus criou a mulher com a nobre missão de auxiliar e complementar o homem. Juntos, formam a humanidade. Sozinhos e isolados, tendem a desaparecer. Por esse motivo, a missão da mulher cristã, à semelhança da esposa virtuosa de Provérbios, deve ser cumprida de acordo com a Palavra de Deus e sempre com o auxílio do Senhor (Gn 4.1).

A mulher, enfatizo, deve ser vista e tratada como coerdeira da vida eterna (1Pe 3.7).

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

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