LIÇÃO 07 – O Lugar Santo | 19/05/2019

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INTRODUÇÃO

As cortinas do Tabernáculo têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa obra redentora de Cristo. Pelas suas estruturas, simbologia e cores, veremos como esse utensílio importante do Tabernáculo se fez figura e estímulo para adentrarmos à presença de Deus de maneira confiante e ousada.

I. AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO 

Embora fosse complexa em detalhes e específica nos materiais e cores, a estética do Tabernáculo tinha de apresentar uma leitura fácil, pois a montagem e desmontagem do santuário tinham de ser de acordo com a simplicidade do cotidiano da vida no deserto. As cobertas e as cortinas do Tabernáculo estavam assim classificadas:

1. A coberta exterior. A coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos). O desenho não expressa beleza exterior ou algo que chamasse a atenção. Tratava-se de um material para resistir as intempéries do deserto; era rústico. A estrutura na qual repousava a coberta era feita de madeira de acácia e revestida com ouro para sustentá-la (Êx 26.18-30).

Ora, imagine uma estrutura de madeira de acácia forrada com ouro por dentro e coberta de peles de animais diversos por fora. Assim era o Tabernáculo. É inevitável não correlacionar a estética exterior do Tabernáculo com a humanidade do nosso Salvador, Jesus Cristo, que se fez carne entre nós (Jo 1.14). A profecia de Isaías acerca da humanidade de Jesus é vívida: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (53.2).

2. As cortinas internas. Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14). Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6). Suas cores eram púrpura, escarlate e azul. A visão dessa cortina lembrava o céu de glória (Jo 14.1-3).

Toda essa imagem nos aponta alguns símbolos importantíssimos:

1) a coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado;

2) as cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2Co 5.21; Fp 3.9);

3) a última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus.

Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).

II. O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO

1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo. Descrever a importância das cortinas do Tabernáculo e não considerar seu valor espiritual e tipológico significa ignorar o propósito integral do texto narrativo acerca do santuário. Ora, a precisão dos detalhes de cada peça e material usados para construir o Tabernáculo servia de ensino das verdades acerca das coisas espirituais. Por isso, a madeira, metais, tecidos e tintas especiais usadas no Pátio do Santuário remontam a uma tipologia singular com relação a pessoa e obra de Jesus, o Senhor e Redentor nosso.

2. O significado de separação. O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o pátio. Havia um cortinado branco de linho fino torcido que tinha por objetivo fazer a separação dos pecadores. Para adentrar ao Pátio, o pecador deveria levar a sua oferta pelo pecado. Assim, as cortinas faziam a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13).

Nesse sentido, a imagem do cortinado de linho torcido simboliza a pureza de Deus num mundo de impurezas. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus, pois, como homem, nosso Senhor não teve mácula, conforme Ele mesmo indagou de seus opositores: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).

Aqui, há uma distinção importante que deve ser feita em relação à Antiga Aliança: na Nova Aliança, a Igreja de Cristo não se fecha dentro de uma “cerca”, mas está pronta para receber qualquer tipo de pecador, uma vez arrependido, que confessa o senhorio de Jesus Cristo em sua vida.

3. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus. Por isso, as cortinas da cerca do Pátio e do Tabernáculo, bem como tudo dentro dele, revelam santidade. Não podemos jamais desconsiderar a seriedade do chamado para vivermos uma vida santa. Os tempos atuais nos desafiam a viver um estilo de vida na presença de Deus, manifestando a santidade e a pureza de Cristo Jesus. Ter a consciência da santidade bíblica significa ter a disposição para viver na contramão do mundo (1Jo 2.15). 

III. AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO

1. O significado especial das cores. As cores usadas na estrutura do Tabernáculo tinham um significado especial. Por meio delas, o povo de Israel perceberia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.

Havia uma ordem em que as cores eram mencionadas:

(1) azul;

(2) púrpura;

(3) carmesim;

(4) branco.

Essas cores estavam na porta de entrada que dava acesso ao lugar sagrado, onde, por meio do ministério do sacerdote, o pecador encontrava-se com Deus. Assim, toda vez que alguém entrava por essa porta, deparava-se com a simbologia das cores. Para nós, os discípulos de Cristo, essas cores apontavam para a obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a obra completa da salvação.

2. A cor azul celeste (Êx 27.16). É uma cor que remete ao céu e indica a origem celestial de Cristo e sua divindade. Nosso Senhor era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele veio do céu, mas fez-se homem na Terra (Jo 1.14). Depois da sua ressurreição e vitória contra a morte, Ele foi recebido no céu, reavendo aquela mesma glória de antes que o mundo existisse (Jo 17.5 cf. Fp 2.5-11; Ef 1.20-23). Por intermédio do Espírito Santo, nosso Senhor edifica e zela pela sua Igreja, a Noiva em que um dia brevemente buscará (Hb 12.24; Jo 17.9,20; Rm 8.34; 1Ts 4.16,17).

3. A cor púrpura (Êx 27.16). A púrpura era um tecido roxo obtido de moluscos que estão no fundo dos mares. É uma cor que remete à ideia de realeza e que aponta para o futuro. Em relação a Cristo, a cor é uma figura da realeza e divindade de Jesus (Ef 1.20,21), bem como a sua manifestação triunfal para implantar o Reino Milenial (Sl 110; Is 9.6; Lc 1.32). O nosso Deus jamais perdeu o controle da história!

4. A cor escarlate (carmesim) (Êx 27.16). O carmesim é uma cor de sangue, vermelho vivo. Se, por um lado, a cor projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da obra salvífica de Cristo, por outro, ela aponta para a glória vindoura do reinado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Zc 14.9; 1Tm 6.14,15; Ap 19.11-16). Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.

5. A cor branca do linho torcido. Em ponto anterior, tratamos dessa cor para falar da santidade de Cristo. Num sentido especial, o linho torcido é o tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Jesus e seu sofrimento em nosso lugar. Lembra também o fato de que a morte de Cristo tornou-se o fundamento da justiça em nosso favor (1Pe 1.18,19; Ap 1.5).

CONCLUSÃO

O autor da Epístola aos Hebreus exorta-nos a chegar com confiança ao trono da graça, pois assim alcançaríamos misericórdia e acharíamos graça para, num tempo oportuno, sermos auxiliados (4.16). Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, deu-nos esse privilégio para desfrutarmos da presença santa de Deus mediante a fé. Não tenhamos receio de adentrar a presença santa do Pai!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 06 – As cortinas do Tabernáculo | 12/05/2019

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INTRODUÇÃO

As cortinas do Tabernáculo têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa obra redentora de Cristo. Pelas suas estruturas, simbologia e cores, veremos como esse utensílio importante do Tabernáculo se fez figura e estímulo para adentrarmos à presença de Deus de maneira confiante e ousada.

I. AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO 

Embora fosse complexa em detalhes e específica nos materiais e cores, a estética do Tabernáculo tinha de apresentar uma leitura fácil, pois a montagem e desmontagem do santuário tinham de ser de acordo com a simplicidade do cotidiano da vida no deserto. As cobertas e as cortinas do Tabernáculo estavam assim classificadas:

1. A coberta exterior. A coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos). O desenho não expressa beleza exterior ou algo que chamasse a atenção. Tratava-se de um material para resistir as intempéries do deserto; era rústico. A estrutura na qual repousava a coberta era feita de madeira de acácia e revestida com ouro para sustentá-la (Êx 26.18-30).

Ora, imagine uma estrutura de madeira de acácia forrada com ouro por dentro e coberta de peles de animais diversos por fora. Assim era o Tabernáculo. É inevitável não correlacionar a estética exterior do Tabernáculo com a humanidade do nosso Salvador, Jesus Cristo, que se fez carne entre nós (Jo 1.14). A profecia de Isaías acerca da humanidade de Jesus é vívida: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (53.2).

2. As cortinas internas. Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14). Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6). Suas cores eram púrpura, escarlate e azul. A visão dessa cortina lembrava o céu de glória (Jo 14.1-3).

Toda essa imagem nos aponta alguns símbolos importantíssimos:

1) a coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado;

2) as cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2Co 5.21; Fp 3.9);

3) a última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus.

Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).

II. O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO

1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo. Descrever a importância das cortinas do Tabernáculo e não considerar seu valor espiritual e tipológico significa ignorar o propósito integral do texto narrativo acerca do santuário. Ora, a precisão dos detalhes de cada peça e material usados para construir o Tabernáculo servia de ensino das verdades acerca das coisas espirituais. Por isso, a madeira, metais, tecidos e tintas especiais usadas no Pátio do Santuário remontam a uma tipologia singular com relação a pessoa e obra de Jesus, o Senhor e Redentor nosso.

2. O significado de separação. O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o pátio. Havia um cortinado branco de linho fino torcido que tinha por objetivo fazer a separação dos pecadores. Para adentrar ao Pátio, o pecador deveria levar a sua oferta pelo pecado. Assim, as cortinas faziam a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13).

Nesse sentido, a imagem do cortinado de linho torcido simboliza a pureza de Deus num mundo de impurezas. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus, pois, como homem, nosso Senhor não teve mácula, conforme Ele mesmo indagou de seus opositores: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).

Aqui, há uma distinção importante que deve ser feita em relação à Antiga Aliança: na Nova Aliança, a Igreja de Cristo não se fecha dentro de uma “cerca”, mas está pronta para receber qualquer tipo de pecador, uma vez arrependido, que confessa o senhorio de Jesus Cristo em sua vida.

3. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus. Por isso, as cortinas da cerca do Pátio e do Tabernáculo, bem como tudo dentro dele, revelam santidade. Não podemos jamais desconsiderar a seriedade do chamado para vivermos uma vida santa. Os tempos atuais nos desafiam a viver um estilo de vida na presença de Deus, manifestando a santidade e a pureza de Cristo Jesus. Ter a consciência da santidade bíblica significa ter a disposição para viver na contramão do mundo (1Jo 2.15).

III. AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO 

1. O significado especial das cores. As cores usadas na estrutura do Tabernáculo tinham um significado especial. Por meio delas, o povo de Israel perceberia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.

Havia uma ordem em que as cores eram mencionadas:

(1) azul;

(2) púrpura;

(3) carmesim;

(4) branco.

Essas cores estavam na porta de entrada que dava acesso ao lugar sagrado, onde, por meio do ministério do sacerdote, o pecador encontrava-se com Deus. Assim, toda vez que alguém entrava por essa porta, deparava-se com a simbologia das cores. Para nós, os discípulos de Cristo, essas cores apontavam para a obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a obra completa da salvação.

2. A cor azul celeste (Êx 27.16). É uma cor que remete ao céu e indica a origem celestial de Cristo e sua divindade. Nosso Senhor era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele veio do céu, mas fez-se homem na Terra (Jo 1.14). Depois da sua ressurreição e vitória contra a morte, Ele foi recebido no céu, reavendo aquela mesma glória de antes que o mundo existisse (Jo 17.5 cf. Fp 2.5-11; Ef 1.20-23). Por intermédio do Espírito Santo, nosso Senhor edifica e zela pela sua Igreja, a Noiva em que um dia brevemente buscará (Hb 12.24; Jo 17.9,20; Rm 8.34; 1Ts 4.16,17).

3. A cor púrpura (Êx 27.16). A púrpura era um tecido roxo obtido de moluscos que estão no fundo dos mares. É uma cor que remete à ideia de realeza e que aponta para o futuro. Em relação a Cristo, a cor é uma figura da realeza e divindade de Jesus (Ef 1.20,21), bem como a sua manifestação triunfal para implantar o Reino Milenial (Sl 110; Is 9.6; Lc 1.32). O nosso Deus jamais perdeu o controle da história!

4. A cor escarlate (carmesim) (Êx 27.16). O carmesim é uma cor de sangue, vermelho vivo. Se, por um lado, a cor projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da obra salvífica de Cristo, por outro, ela aponta para a glória vindoura do reinado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Zc 14.9; 1Tm 6.14,15; Ap 19.11-16). Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.

5. A cor branca do linho torcido. Em ponto anterior, tratamos dessa cor para falar da santidade de Cristo. Num sentido especial, o linho torcido é o tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Jesus e seu sofrimento em nosso lugar. Lembra também o fato de que a morte de Cristo tornou-se o fundamento da justiça em nosso favor (1Pe 1.18,19; Ap 1.5).

CONCLUSÃO

O autor da Epístola aos Hebreus exorta-nos a chegar com confiança ao trono da graça, pois assim alcançaríamos misericórdia e acharíamos graça para, num tempo oportuno, sermos auxiliados (4.16). Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, deu-nos esse privilégio para desfrutarmos da presença santa de Deus mediante a fé. Não tenhamos receio de adentrar a presença santa do Pai!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 05 – A Pia de Bronze: Lugar de purificação | 05/05/2019

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INTRODUÇÃO

O nosso presente estudo é sobre a Pia de Bronze. Continuamos a avançar no Tabernáculo. Assim, veremos o simbolismo da limpeza e da pureza que a Pia de Bronze apresenta; estudaremos os dois aspectos do rito de lavagem presentes na função dos sacerdotes; e, finalmente, seremos chamados à responsabilidade acerca da necessidade e urgência de vivermos uma vida santa e irrepreensível diante de Deus e dos homens.

I. A PIA DE BRONZE: A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE 

1. A pia de bronze e a água (Êx 30.18,19). Deus ordenou a Moisés que fizesse uma pia de bronze. O objetivo era que antes de entrar ou sair do Tabernáculo, Arão e seus filhos lavassem as mãos e os pés. O ofício de apresentar holocaustos ao Senhor era Santo. Não é possível apresentar-se diante de Deus de maneira a não reconhecer sua santidade e justiça. Oferecer um sacrifício a Deus é prestar-lhe um culto santo e reverente. Não podemos perder o senso de piedade e reverência diante de Deus. Por isso, nossos cultos, bem como nossas vidas, devem refletir a santidade de Deus (1Pe 1.15,16).

2. Os sacerdotes e a santidade (Êx 30.20). Ao entrarem no Tabernáculo, os sacerdotes deveriam se lavar “para não morrer”. Fosse para ministrar, fosse para acender a oferta no altar, eles deveriam lavar-se antes. Há que se destacar a expressão “para não morrer”. O ato colocava em risco a vida dos sacerdotes. Apresentar-se diante de Deus sem atentar para a exigência da purificação poderia custar-lhes a vida. Hoje, nós, os obreiros de Cristo, devemos pautar nossas vidas na obra, exercitando-nos na piedade e na santidade. Somos santos porque fomos chamados por um Deus Santo. Somos chamados para ser um modelo de santidade. Não nos esqueçamos: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

3. A santidade para a vida (Êx 30.21). O versículo 21 traz-nos a ideia de um pacto perpétuo a respeito do rito de lavagem da purificação. Esse rito seria um estatuto perpétuo para os sacerdotes. Disso dependeria a vida deles. Viver a vida de maneira santa, separada, única e exclusivamente para Deus é a vocação de todo obreiro chamado para a sua obra. Santidade ao Senhor gera espiritualidade profunda. Santidade ao Senhor gera uma vida de compromisso com Deus. Santidade gera vida no altar de Deus!

II. A PIA DE BRONZE: LUGAR DE LIMPEZA E PUREZA 

1. A Pia de Bronze (cobre) entre o Altar do Holocausto e o Tabernáculo. O termo hebraico para “pia” é kyyor, que significa “lugar de se lavar”. Era uma bacia redonda. É assim que a imagem da Pia de Bronze é geralmente apresentada nas ilustrações. Para entrar no santuário do Tabernáculo, após ministrar no Altar dos Holocaustos, o sacerdote lavava-se na Pia de Bronze com água limpíssima. Ora, o nosso pecado foi expiado por Cristo no Calvário, o que significa que toda a nossa sujeira foi limpa para a glória de Deus. Fomos “lavados” pelo “sangue remidor” de Jesus (1Co 6.11).

No dia a dia, encontramo-nos vulneráveis às imundícias das obras da carne. Entretanto, temos um recurso divino, que nos purifica e santifica, prefigurado pela Palavra de Deus (cf. 1Jo 1.7,8,10). O sangue de Jesus quitou a nossa culpa, cuja natureza humana estava condenada a se curvar sempre diante das tentações e do pecado (Rm 3.24,25; Ef 1.7). Assim, a Palavra de Deus é o espelho que reflete a nossa nova natureza e as obras que devemos praticar com a ajuda do Espírito Santo.

2. A lavagem na Bacia de Bronze. A Pia era de bronze polido, fabricado com o espelho das mulheres (Êx 38.8). Assim, exposta à luz do sol, a partir da água limpíssima, toda impureza era revelada no interior da bacia. À semelhança dessa figura, a obra regeneradora do Espírito Santo nos torna completamente limpos das sujeiras do pecado (2Co 5.17; Ef 5.26).

Outro ponto que devemos destacar é a consciência de pureza que os sacerdotes deveriam ter para estar na presença de Deus, pois quando se lavavam, as sujeiras desapareciam de seus corpos. Sabiam que, doutra forma, não poderiam celebrar no interior do Tabernáculo. Só a Palavra de Deus é eficaz para revelar o pecado do nosso coração, expô-lo e removê-lo. A imagem dessa bacia nos rememora à santidade de Deus e a necessidade de se buscar uma vida de retidão, tanto na área espiritual quanto na moral. Somos de Deus, ovelhas de seu rebanho.

3. A Pia de Bronze e o caráter de juízo. No Altar dos Holocaustos, o juízo sobre o pecador era aplicado na oferta do sacrifício, cobrindo o seu pecado. Nesse sentido, as águas da pia cumpriam uma função de limpeza dos sacerdotes que passaram por aquele processo. De igual modo, nosso Senhor tomou sobre si o juízo que merecíamos, morrendo vicariamente por nós (2Co 5.21; Gl 1.4). Nesse aspecto, à semelhança das águas purificadoras, a Palavra de Deus tem o poder de limpar e disciplinar nossa vida (Hb 4.12,13). Embora nossos pecados tenham sido expiados (Hb 10.17), ainda temos de nos chegar a Deus, continuamente, para sermos limpos de tudo o que desagrada-o: pensamentos, palavras e obras. Infelizmente, acidentes ocorrem no caminho da jornada cristã, e precisamos nos quebrantar na presença de Deus. Busquemos a santidade em Jesus Cristo.

III. DOIS ASPECTOS DO RITO DE LAVAGEM DOS SACERDOTES 

1. A lavagem completa. Essa lavagem era mais do que simplesmente lavar mãos e pés. Significava uma “obra regeneradora”, que implicava o primeiro passo para a consagração sacerdotal. Hoje, é inaceitável que um ministro queira servir na Casa de Deus sem ter passado pela obra da regeneração (Jo 13.10). É preciso que os obreiros do Senhor tenham experimentado uma “limpeza completa” da alma e da mente. É preciso nascer da Palavra e do Espírito (Jo 3.5,7; Jo 15.3; Tt 3.5; 1Pe 1.23).

2. A lavagem progressiva e constante. No dia a dia sacerdotal, a limpeza exigida para ministrar no Lugar Santo era apenas das mãos e dos pés (Êx 30.19). Mas, de acordo com a doutrina do Novo Testamento, o “lavar-se”, aqui, destaca o ato do Espírito que opera em nós a santificação (Ef 5.26; 2Co 7.1). Nesse sentido, a consagração dos sacerdotes dava-se nos termos do compromisso de uma vida santificada. Esse mesmo compromisso é que deve permear a vida do obreiro, que se acha vocacionado para realizar a obra do Senhor.

3. Recapitulando verdades importantes. À luz de tudo quanto temos estudado até aqui, devemos assimilar algumas lições apreendias até o presente momento:

1. Sobre o sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo nos livrou da pena do pecado (Mt 20.28; 26.28; 1Pe 4.17);

2. Sobre a Palavra. A Palavra de Deus revela quem somos (Tg 1.22-24);

3. Sobre a limpeza espiritual. Uma vida irrepreensível é prioritária e absolutamente necessária (Jo 15.3).

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos que a limpeza espiritual é prioridade absoluta como consequência da obra expiatória de Cristo. Uma vez que Cristo nos salvou, fomos chamados para ser santos. Atentemos para esse precioso chamado de Cristo Jesus!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 04 – O Altar do Holocausto | 28/04/2019

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INTRODUÇÃO

Qual era o caminho que o pecador percorria para ter seus pecados perdoados? Ao estudarmos o Altar dos Holocaustos e o rito de lavagem dos corpos dos sacerdotes na pia de bronze, aprenderemos como alguns símbolos apontavam, com impressionante precisão, para a completude da obra expiatória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nessa perspectiva, estudaremos o Altar dos Holocaustos, enfatizaremos relação simbólica das suas quatro pontas com a redenção provida pelo sacrifício vicário e, por último, como o Altar dos Holocaustos revela uma imagem do Calvário para nós. Que o Espírito Santo fale ao seu coração!

I. O ALTAR DO HOLOCAUSTO 

1. O Altar do Holocausto. O termo “holocausto” vem de um prefixo hebraico que significa “ascendente” ou “aquilo que sobe”. Nós o descrevemos como uma oferta consumida no fogo. No Antigo Testamento, a fumaça do holocausto exalava um cheiro especial que subia pelos ares. Quando um ofertante entrava no Pátio do Tabernáculo, a primeira imagem a aparecer-lhe era a do “altar”, mais conhecido como “o altar dos holocaustos”.

A palavra “altar” sugere uma ideia de “mesa levantada”, visto que a imolação da vítima do sacrifício dava-se em cima do altar, ou seja, neste lugar, o sangue dos muitos sacrifícios era derramado pelos pecados do povo.

2. O modelo do altar e seus materiais. A forma do altar era quadrada. Seu lado interno era produzido com madeira de acácia e revestido com uma grossa camada de bronze (ou cobre). O altar media 2,25m de largura, mais 1,35m de altura. Ele tinha uma base alta e apresentava quatro cantos com quatro pontas em forma de chifres. Isso ajudava o sacerdote na ministração da cerimônia, pois o animal ficava amarrado em um desses chifres para, em seguida, ser sacrificado. Tão logo o pecador passasse pela porta principal do Pátio, ele teria que passar por alguns metros de distância pelo Altar dos Holocaustos. Assim, por meio do sacerdote, o pecador apresentaria a sua oferta de sacrifício ao Senhor.

O modelo estrutural do altar apresenta-nos alguns símbolos preciosos acerca do sacrifício vicário de Jesus:

1) O Altar dos Holocaustos indica o caminho de salvação para o pecador. No Altar dos Holocaustos, o pecador tinha seus pecados expiados. Aqui, o Calvário de Cristo tem um significado todo especial. O Cordeiro de Deus fez-se de oferta para expiar toda a culpa do pecador. Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Assim, nosso Senhor suportou, em nosso lugar, o juízo de Deus sobre o pecado, fazendo-se pecado por nós (Is 53.4,10; Zc 13.7; Mt 26.39; 1Tm 2.5,6).

Tenha confiança na suficiência do sacrifício de Jesus! Todo acontecimento histórico e espiritual é relevante em Cristo. Examinar isso em nosso coração, de maneira sincera, implicará nossa eternidade.

2) Os chifres do Altar indicam um símbolo de poder, autoridade e proteção.

Na Bíblia, “os chifres” têm um símbolo de autoridade, poder e proteção. Essa simbologia estava presente no altar do holocausto e lembra-nos o mesmo poder, autoridade e proteção que o Senhor revelou no Calvário. Jesus Cristo, a luz do mundo, é poderoso para salvar todos os homens (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47; At 1.8; 1Jo 2.2).

II. AS QUATRO PONTAS (CHIFRES) DO ALTAR E O SENTIDO DE REDENÇÃO

O Antigo Testamento apresenta uma linguagem que prefigura coisas e experiências presentes no Novo Testamento. De modo geral, a imagem das quatro pontas do Altar dos Holocaustos apresenta-se nessa perspectiva quando analisamos o sentido de redenção contido nelas:

1. As quatro pontas e a Propiciação. O ato de fazer a propiciação, segundo o Dicionário Houaiss, implica “tentar obter de alguém sua boa vontade, torná-lo favorável, aplacar a sua ira com sacrifícios”. Nas Escrituras, o sangue do sacrifício era de um animal inocente. Quando o sacerdote imolava o animal e retirava-lhe o sangue no altar de quatro pontas e, com esse gesto, apresentava a oferta pelos pecados do povo. Isso é uma propiciação, ou seja, um modo de readquirir o favor de Deus.

O evento era uma ação para apaziguar a ira de Deus, a fim de que a sua justiça e a santidade fossem satisfeitas e proporcionassem um perdão eficaz ao pecador.

As quatro pontas do altar do holocausto rememoram a morte de Cristo como propiciação provida por Deus para cobrir o nosso pecado e manifestar a justiça divina. O Senhor tomou sobre si o nosso pecado, revelando-nos o ato gracioso do Pai (Rm 3.24-26; 1Jo 2.2).

2. As quatro pontas e a Substituição. Levítico 16 diz muito acerca do sentido de “substituição”. Ele narra que o sumo sacerdote Arão colocava as mãos sobre a cabeça do animal para sacrificá-lo. Esse animal devia ser um macho sem defeito. Posteriormente, o sumo sacerdote confessava os pecados e as faltas do pecador arrependido a partir da oferta apresentada no altar dos holocaustos com as quatro pontas. Logo, a oferta tomava o lugar do pecador. Foi exatamente assim que Jesus levou sobre si a nossa culpa, oferecendo-se na cruz em nosso lugar (Is 53.4-6; Jo 1.29; 1Pe 2.24). Na pessoa de Jesus Cristo, a nossa pena foi cumprida plenamente (1Co 5.7).

3. As quatro pontas e a Reconciliação. O Altar era o lugar-símbolo da reconciliação de Deus com o povo de Israel. Ali, uma vítima inocente era completamente queimada e consumida, restando apenas o sangue colocado numa pequena pia e encaminhado ao Lugar Santíssimo, o qual, depois, era aspergido sobre o propiciatório (Êx 29.11-14; Lv 4.12,16-21; 16.14-19,27). Esse rito nos leva à cruz como o único lugar onde Deus se encontra com o pecador, a fim de perdoá-lo e reconciliá-lo mediante o sangue da expiação (Hb 9.12; Rm 5.10,11; 2Co 5.18,19). Na cruz, o Cordeiro Inocente pagou a dívida do culpado e, por isso, podemos dizer: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19).

4. As quatro pontas e a Redenção. A ideia que a palavra nos dá é a da libertação da prisão do pecado. Logo, Redenção é o pagamento de um preço pelo resgate de uma pessoa. O preço: a morte de Cristo na cruz (Mt 20.28; At 20.28; Gl 3.13; 1Tm 2.5,6; 1Pe 1.18,19). Aqui, é importante ressaltar que o termo “redimir” aparece, na língua grega, com o significado de “comprar e tirar fora do mercado” (uma expressão retirada do comércio de escravos), ou seja, “resgatar” de uma vez por todas a pessoa da escravidão. Foi isso que Jesus fez por nós quando nos libertou da escravidão do pecado (Rm 6.22).

III. O ALTAR DO HOLOCAUSTO É UMA IMAGEM DO CALVÁRIO 

1. O lugar do sacrifício. No Altar dos Holocaustos, como visto anteriormente, as vítimas inocentes eram sacrificadas no lugar dos pecadores. Segundo a doutrina do Antigo Testamento, confirmada no Novo, “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). O lugar em que foi cumprida de uma vez por todas tal realidade foi no Calvário (Hb 9.27,28). Nele, o Cordeiro de Deus, o Filho Unigênito, foi sacrificado por amor a nós (Jo 3.16).

2. O lugar de punição ao pecado. O altar do holocausto denota que todo o ato pecaminoso deveria ser punido. A santidade de Deus e sua justiça não deixam o pecado sem punição. Infelizmente, nos tempos atuais, muitos não gostam de ouvir acerca da gravidade do pecado e como Deus se ira com ele. É preciso afirmar que semelhante ao altar do holocausto, o Calvário foi o lugar de punição do pecado de toda a humanidade. Na Cruz, Deus libertou-nos do pecado e proveu-nos eficaz salvação em Jesus, pois as Escrituras afirmam: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).

3. O lugar de esperança. A obra no Calvário foi muito superior e mais ampla que a dos holocaustos, pois, a partir dali, o pecador arrependido ressuscita para uma nova vida (2Co 5.17). A obra do Calvário traz-nos um chamado à ressurreição. Nossa vida manifesta agora todo o refrigério do Evangelho e da ação do Espírito Santo em nós. Por isso, o Calvário é um lugar de esperança!

CONCLUSÃO

Hoje aprendemos que o pecador precisava, no Antigo Testamento, passar pelo “altar de sacrifícios” para que fosse aceito diante de Deus. Mas vimos também que Cristo é a oferta suficiente e eficaz para a expiação completa de nossa culpa. Em Cristo, somos redimidos! Portanto, prestemos ao Senhor um verdadeiro sacrifício de louvor!

 Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 03 – Entrando no Tabernáculo: o Pátio | 21/04/2019

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INTRODUÇÃO

O Tabernáculo representa um grande símbolo espiritual para o povo de Israel. Ali, Deus se centralizava no meio de seu povo. E Ele esperava que essa nação reconhecesse isso. Nessa perspectiva, estudaremos acerca da posição do Pátio do Tabernáculo entre as Tribos de Israel, descreveremos a construção da cerca do Pátio e conheceremos mais sobre o sentido da Porta Principal do Pátio. Cada imagem nos revelará um valor espiritual edificante concernente à Obra Expiatória de Jesus Cristo.

I. O PÁTIO ENTRE AS TRIBOS DE ISRAEL

Quando Moisés distribuiu as tribos em torno do Pátio do Tabernáculo, estava revelado nesse ato um senso de organização divino. O Pátio do Tabernáculo ficava no centro de todas as tribos de Israel. Era o símbolo de que Deus estaria no meio de seu povo (Is 8.14).

1. As montagens provisórias do Tabernáculo. A Palavra de Deus mostra que a construção do Pátio teve como primeira etapa a montagem da estrutura do Tabernáculo no Sinai. Isso ocorreu no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, após a saída do povo judeu do Egito (Êx 40.2,17), isto é, quatorze dias antes da celebração da Páscoa.

Do Sinai até Canaã passaram-se muitos anos. Antes de Israel entrar em Canaã, Moisés orientou que um lugar fixo deveria ser estabelecido para o Tabernáculo. Inicialmente, a estrutura foi montada em Gilgal (Js 4.19; 5.10; 9.6; 10.6,43). Depois a transferiram para Siló (Js 18.1), que ficava no território de Efraim. Tempos mais tarde, nos períodos de Saul e Davi, e por causa das guerras internas e externas, a Arca da Aliança ficava alojada em lugares diversos, o que demonstrava que o Tabernáculo já não tinha localização fixa. Finalmente, Jerusalém foi conquistada por Davi e, no reinado de Salomão, o Tabernáculo deu lugar ao Templo de Jerusalém, onde o próprio Deus confirmou o lugar e o aprovou com a manifestação de sua glória (1Rs 8.10,11).

2. A posição do Pátio do Tabernáculo. Para entender a organização das tribos em torno do Pátio do Tabernáculo é preciso compreender o propósito divino resumido em Êxodo 25.8: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (cf. 29.45,46). Aqui está expressa a vontade de Deus em ser o centro de seu povo. A localização geográfica do Tabernáculo, o centro do acampamento e de frente para o Oriente, isto é, voltado para o levante do Sol, revela exatamente a vontade de Deus em habitar no coração do povo de Israel. Ora, Ele é quem deve estar no centro do nosso coração. Deus é quem deve dominar a nossa mente e vida.

3. A posição do Exército de Israel em torno do Tabernáculo. Os exércitos das tribos judaicas estavam localizados em torno do santuário divino.

1) De frente para a porta principal de acesso ao Tabernáculo. Os exércitos de Judá, Issacar e Zebulom estavam posicionados na porta principal do Pátio do Santuário. Juntos, esses exércitos somavam 186.400 homens (Nm 2.3-9);

2) Aos fundos, do Oeste para o Ocidente. Na retaguarda do Pátio do Tabernáculo estavam as tropas de Efraim, Manassés e Benjamim que, juntas, somavam 108.100 homens (Nm 2.18-23);

3) Ao norte. Na lateral do Tabernáculo, encontravam-se as hostes de Naftali, Dã e Aser. Juntas, somavam 157.600 homens (Nm 2.25-30);

4) Ao Sul. Na outra lateral do Tabernáculo, estabeleceram-se os exércitos de Ruben, Simeão e Gade. Eles (Ambos) somavam 151.450 homens (Nm 2.12-19).

Ao todo eram 603.550 homens acima de vinte anos de idade que estavam entorno do Pátio do Tabernáculo. Isso passava a mensagem de que Israel reconhecia a centralidade de Deus na vida espiritual e social da nação. Assim, devemos tê-lo como o centro de todas as esferas da vida.

II. A CONSTRUÇÃO DA CERCA DO PÁTIO

1. O cortinado de linho branco da cerca do Pátio. Uma cerca de 45 metros de comprimento com aproximadamente 22,5 centímetros de largura separava o Tabernáculo das Tribos ao redor. As sessenta colunas de bronze, sobre as quais havia um cortinado de linho branco torcido de aproximadamente 2,25 metros de altura, sustentavam a cerca do Pátio. Assim, não se podia ver o que passava-se no interior do pátio, senão a cobertura do Tabernáculo.

2. Colunas, cortinas e varais do Pátio (Êx 27.10-12). As colunas de bronze foram feitas de madeira de acácia e ficavam presas na parte interior da cortina por bases ou placas de bronze colocadas sobre o solo. Já as cortinas eram costuradas uma a outra até formarem uma tela bem firme. Por sua vez, os varais encaixavam-se às colunas e ao cortinado da cerca. Tudo era metricamente encaixado. Assim, as colunas, as cortinas e os varais são elementos que didaticamente podem simbolizar a segurança, a estabilidade e a comunhão na vida cristã, produzidas pela Obra Expiatória de Cristo.

Ora, em Cristo toda a justiça de Deus foi satisfeita na obra expiatória; por isso temos a segurança da salvação (Rm 8.33-39). Estamos seguros em Cristo (Jo 10.28-30)! Depois, a partir dessa obra, temos acesso às promessas de Deus, as quais nos dão estabilidade na vida cristã (Rm 14.4; Cl 3.3). Por fim, a Expiação de nosso Senhor não apenas salvou-nos, mas abriu-nos a porta da comunhão cristã (1Co 12.12,13; Ef 2.1216). Portanto, à semelhança das colunas, cortinas e varais do Tabernáculo, a Obra Expiatória de Cristo nos traz segurança, estabilidade e comunhão na vida cristã.

3. A cerca de linho: a santidade e a justiça de Deus. A parte reservada na esfera interna do Pátio, separada pelo “linho branco torcido”, revelava a santidade de Deus. Ali, os sacerdotes ministravam os cerimoniais de sacrifícios pelos pecados do povo. Nesse sentido, o Pátio do Tabernáculo revelava que o pecador não tinha acesso ao Deus Santo, senão por meio do sacerdote.

Deus é Santo e Justo. O homem carece de santidade e de justiça. No entanto, em Cristo, o pecador é justificado e santificado para a salvação. Esse é o maior milagre que o pecador pode desfrutar de seu encontro com Jesus. Só quem pode justificá-lo e santificá-lo é Jesus!

III. A PORTA DO PÁTIO

1. A Porta do Pátio: uma tipificação do único caminho (Êx 27.16). Para se entrar no Pátio do Tabernáculo havia apenas uma Porta. Esta porta dava acesso ao local sagrado, onde Deus habitava. Cristo, o nosso Senhor, é a verdadeira Porta de acesso para todos os pecadores. Ele mesmo declarou: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9). Essa palavra de nosso Senhor confirma toda a doutrina do Novo Testamento que tem em Cristo o único caminho de entrada possível para chegarmos ao Pai: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Essa porta, portanto, é o único meio de acesso a Deus (At 4.12; Ef 2.18).

2. As quatro colunas e suas bases: uma tipificação do Evangelho (Êx 27.16). Destacamos aqui as quatro colunas e suas quatro bases. Essas bases e colunas sustentavam a porta principal do Pátio. Esse fato nos faz rememorar os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), o maior instrumento que o ser humano tem para conhecer a pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo. Toda a revelação de que precisamos saber acerca da pessoa de Cristo está narrada nos Evangelhos. Por isso, para ter uma base espiritual sólida e conhecer a pessoa de Jesus, precisamos começar pelos Evangelhos. Assim, Leia toda a Palavra de Deus e a guarde no seu coração.

3. As cores da cortina de entrada: diversos tipos (Êx 27.16). Azul, púrpura, carmesim e branco eram as cores da cortina de entrada ao Pátio. Nas Sagradas Escrituras, as cores sempre simbolizaram aspectos importantes da fé. Muitas igrejas de tradições cristãs distintas (como as episcopais, as reformadas e, até mesmo, algumas pentecostais) observam o que se convencionou chamar de Calendário Litúrgico. Nele, os dias comemorativos são inspirados por cores. Essa prática está ancorada nas comemorações litúrgicas do povo de Deus do Antigo Testamento.

Nesse aspecto, podemos destacar, por exemplo, que o azul lembra o céu. A púrpura lembra a ideia de realeza. O carmesim lembra a ideia de humilhação e sofrimento. O branco lembra a ideia de justiça, perfeição (Rm 5.18). O Senhor Jesus remonta essas cores: Ele veio e foi para o céu, Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Ele é justo e perfeito, e foi humilhado e moído pelos nossos pecados (Is 42.1; Fp 2.5-9).

CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos a centralidade de Deus em nossa vida por meio da posição do Tabernáculo. Fomos estimulados a termos uma base e segurança espiritual por meio da construção do Pátio do Tabernáculo. E concluímos que o Senhor é o único meio de acesso a Deus através da imagem da porta do pátio. Portanto, sejamos conscientes de que Jesus Cristo se revelou ao seu povo como o único caminho para o pecador alcançar a salvação. Ele é o único caminho que conduz ao Céu!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 02 – Os artesãos do Tabernáculo| 14/04/2019

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INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que Deus chama pessoas especiais para realizar obras especiais. Estudaremos a respeito da importância de ser cheios do Espírito para realizar uma grande obra. E concluiremos a lição com um chamado à consciência a respeito do uso do talento dado por Deus para a glória dEle. Ora, o Criador concedeu a Moisés instruções e capacitou pessoas para construir o Tabernáculo e executar obras especiais. Não é diferente hoje, pois Ele continua a capacitar os escolhidos para a sua obra e espera que a façamos.

I. HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAIS (Êx 31.1,2,6)

1. Bezalel e Aoliabe, chamados por Deus (Êx 31.2,6). Na lição passada, vimos que o Tabernáculo devia ser construído, bem como suas peças habilidosamente talhadas. Para executar essa obra, Deus chamou Bezalel e Aoliabe. O primeiro era da Tribo de Judá; o segundo, da Tribo de Dã (Êx 31.2,6). Ambos foram capacitados pelo Espírito de Deus a fim de trabalharem em toda sorte de obra em ouro, prata, bronze e madeira.

2. A prerrogativa de Deus (Êx 31.1,2). O texto bíblico de nossa lição mostra que Deus chama a quem Ele quer para executar sua obra. Ele conhece a natureza de cada filho e, de acordo com ela, distribui talentos conforme a capacidade de cada um. Não por acaso, para construir o Tabernáculo, o Criador chamou pessoas inclinadas às artes e às ciências, capacitando-as para potencializar essas habilidades. Essa forma de Deus chamar está registrada ao longo das Escrituras. Pedro foi convocado para exercer seu ministério entre os judeus (Gl 2.8); e Paulo, com os gentios (Rm 11.13). Tratava-se de pessoas estratégicas para fazer obras estratégicas. É assim que Deus age.

Ao longo da história da Igreja, o Pai Celestial capacitou pessoas e deu-lhes sabedoria para edificarem o Corpo de Cristo. Ele pode falar ao seu coração agora acerca de um chamado. Seja sensível a voz dEle! Deus é quem chama!

3. A pluralidade do serviço cristão (Rm 12.4-8; 1Co 12.8-10,28). Muitas são as necessidades da igreja local, tanto de ordem espiritual quanto material (At 6.14). Elas manifestam-se na manutenção da comunhão cristã entre os irmãos, bem como na organização dos elementos funcionais do culto cristão. Para isso, na obra do Senhor, há lugar para diversidades de dons e talentos que envolvam liderança espiritual, musical, ação social e muitas outras esferas que exponham a necessidade da obra. Que você aplique o seu talento na obra de Deus!

II. CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êx 31.3-5)

1. Cheios do Espírito para realizar a obra (v.3). O texto bíblico diz: “o enchi do Espírito de Deus”. Essa afirmativa vai ao encontro do que nós, pentecostais, sempre afirmamos: não há nada que possamos fazer na vida sem a direção e a ação poderosa do Espírito Santo. O texto em destaque declara que toda a criatividade, sabedoria, entendimento e ciência para construir o Tabernáculo e talhar cada peça em ouro, prata, bronze e madeira promanavam do Espírito de Deus. Aqui, há uma verdade maravilhosa para nós: para realizarmos uma obra espiritual, precisamos estar capacitados pelo Espírito Santo. Nessa perspectiva colocamos todas as nossas habilidades aprendidas nos bancos das escolas, das faculdades e da jornada da vida a serviço do Rei Jesus. Assim, Deus nos usará poderosamente!

Portanto, a simbologia da capacitação espiritual para a construção do Tabernáculo se constitui figura de realidade espiritual do povo de Deus no ministério cristão (At 6.3; Ef 5.18).

2. Habilidades especiais para obras especiais (vv.4,5). A Bíblia mostra uma diversidade de dons relacionados ao serviço cristão (Rm 12.3-8; 1Co 12.4-6) — dons esses que foram distribuídos pelo Espírito Santo, segundo o apóstolo Paulo — na mesma perspectiva do processo de escolha de Bezalel e Aoliabe para a construção do Tabernáculo (vv.4,5).

Na igreja local, muitos trabalhos requerem habilidades especiais. Por exemplo, quem escreve precisa ser habilidoso no ofício da escrita; quem canta precisa ser habilidoso no ofício do canto; quem toca precisa ser habilidoso no ofício instrumental; quem prega precisa ser habilidoso no ofício da interpretação de texto e da retórica. Enfim, as necessidades de habilidades especiais para realizar obras especiais são inúmeras. Por isso que o Espírito Santo capacita pessoas para atividades bem específicas. É verdade que os dons de Deus não dependem de habilidades naturais. No entanto, o Senhor chama pessoas que tenham habilidades especiais para potencializá-las e, assim, executarem serviços complexos na igreja local.

III. USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS 

1. Os talentos (habilidades) de Bezalel e Aoliabe. Já vimos que Bezalel e Aoliabe eram artesãos altamente capacitados para trabalhar com ouro, prata e cobre, além de outros materiais como madeira. Mas algo devemos destacar: ambos se submeteram à revelação de Deus para executar com maestria as peças dos altares, colunas, cortinas e cores. Assim, revestidos do Espírito de Deus, Bezalel e Aoliabe passaram a ser especialistas para fazer tudo quanto fosse necessário para construir a estrutura do Tabernáculo de maneira esteticamente bela. Eles primeiro submeteram-se! Por isso o que faziam era para a glória de Deus!

Para fazermos alguma tarefa que glorifique a Deus precisamos ter a consciência profunda de que foi Ele quem nos chamou. Esse é o passo fundamental para que o nosso trabalho glorifique a Deus. Depois, é preciso admitir que, embora você tenha a mais importante capacitação secular, Deus sempre é quem dá a última instrução. Experimente submeter-se a Deus e fazer qualquer tarefa para a glória dEle!

2. Os talentos revelados na Igreja (Mt 25.14,15). Embora Mateus 25 seja uma passagem bíblica que trata acerca da volta de Jesus, ela é uma bela ilustração para mostrar o que Deus espera que nós façamos com a nossa vocação. O que Ele exigiu de Bezalel e Aoliabe também está contemplado na Parábola dos Talentos. Nessa parábola a palavra grega talanton, que significa “talento”, ganha destaque. O termo refere-se à moeda de alto valor. Nesse contexto, o homem rico distribuiu vários talentos aos servos de acordo com a capacidade de cada um para negociar. Naturalmente, o homem rico esperava receber retorno dos servos. A mensagem aqui é clara: quando o Senhor voltar, Ele deseja nos encontrar trabalhando de acordo com as habilidades que Ele nos capacitou para o seu reino. Desenvolver os talentos simboliza perseverar na fé e o comprometer-se em colocar a serviço do Corpo de Cristo tudo o que o Senhor nos concedeu.

Cada crente é dotado de algum talento com o qual poderá trabalhar para o Senhor Jesus e receber a devida recompensa pelo trabalho quando nos encontrarmos no Tribunal de Cristo (2Co 5.10). Não desperdice o talento que Deus lhe deu. Honre ao Senhor com os seus talentos!

CONCLUSÃO

No Reino de Deus muitas habilidades poderão ser utilizadas, não somente as de caráter espiritual, mas também as de caráter social, educacional e material. Quantos templos, por exemplo, têm sido construídos por pessoas dotadas de talentos especiais para esse trabalho? A recompensa dos que dão o melhor de suas vidas será dada por Deus aos que forem fiéis em toda boa obra. Esforce-se com esmero e amor!

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

LIÇÃO 01 – Tabernáculo — Um lugar da habitação de Deus | 07/04/2019

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INTRODUÇÃO

Deus sempre desejou se relacionar com o seu povo. Ao longo das Escrituras Sagradas, o Pai Celestial buscou se revelar ao ser humano para relacionar-se com ele. Deus é um ser pessoal.

Nesta primeira lição, veremos que o Tabernáculo foi construído para que Deus habitasse nele e se encontrasse com o seu povo. Assim, compreenderemos que essa construção requereu a participação humana por meio de ofertas voluntárias, que esse projeto veio da mente de Deus e que há uma relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja de Cristo.

I. A PARCERIA DE DEUS COM SEU POVO PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO (Êx 25.1-7) 

1. Por que construir um Tabernáculo no deserto? O pioneiro pentecostal, Gunnar Vingren, que redigiu uma monografia para sua graduação teológica, na qual foi escrita à mão, e apresentada no Seminário Teológico Sueco, em Chicago, USA, em 1909, iniciou seu texto monográfico assim: “Por ordem divina, o Tabernáculo propriamente dito, a mosaica tenda do Testemunho, constituiria uma morada sagrada, erguida segundo um modelo celestial”.

Desde que os israelitas saíram do Egito e caminharam até as cercanias do Monte Sinai, onde Deus falou com Moisés e revelou-lhe suas Leis, o Altíssimo quis habitar entre o seu povo. Para isso, Ele concedeu a Moisés a planta de uma “Tenda”, a fim de construí-la para reunir o povo de Israel diante dEle e, assim, receber sua Palavra. Essa tenda, denominada “Tabernáculo”, era de caráter provisório, pois podia ser armada e desarmada durante a caminhada israelita pelo deserto. Entretanto, conforme escreveu Gunnar Vingren, a razão principal de sua existência era a de servir como uma morada sagrada, o lugar de encontro entre Deus e seu povo.

2. A materialização da obra de Deus (Êx 25.1,2). O projeto de Deus teve origem no céu, e se materializou na Terra por meio de seus filhos. A construção do Tabernáculo se efetivou mediante a participação do povo de Deus através de ofertas alçadas e voluntárias como o ouro, prata, cobre, pano azul, púrpura e carmesim. A obra de Deus requer parceria humana!

No tempo da graça, o princípio da manutenção da igreja local é o mesmo. O dízimo e as ofertas alçadas são para o sustento das necessidades que envolvem uma igreja: projeto de construções de templo, de sustento de obreiros, de evangelização, de ações sociais, de educação cristã. Em vez de cultivarmos uma postura contrária, deveríamos voluntariamente ofertar à Obra de Deus como fruto de gratidão e reconhecimento de suas bênçãos em nossas vidas (2Co 9.7).

3. Três verdades bíblicas que o ofertante deve saber (Êx 25.2):

(1) A oferta foi um plano de Deus para o sustento de sua obra. No Antigo Testamento há uma promessa de bênçãos materiais para os que reconhecessem essa verdade. Aqui, não há o estímulo para se negociar oferta e bênçãos, mas a afirmação de que é a vontade do Senhor que contribuamos generosa e voluntariamente para a sua obra, reconhecendo que Ele domina até as nossas finanças. Isso deve ser voluntário, jamais por coação.

(2) O ato de ofertar é voluntário. O versículo 2 mostra que o Senhor aceitaria a oferta “de todo homem cujo coração se mover voluntariamente” (cf. Êx 35.29). Deus conhece cada um dos seus servos e servas, por isso, reconhece quem faz essa obra de maneira generosa ou egoísta. Jamais nosso Senhor aceitaria ofertas por coação, mas Ele deseja ver, em nós, uma atitude voluntária e amorosa: “Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente” (2Co 8.3). Portanto, na Igreja de Cristo, não pode haver mercantilismo da fé! Você não pode se deixar coagir para trocar ou negociar o que é espiritual, a fim de receber bênçãos materiais. O que a Palavra de Deus diz é que você precisa amar ao Senhor de todo o coração e, constrangido por esse amor, doar voluntariamente. Essa perspectiva humilde gera bênçãos da parte de Deus.

(3) Fidelidade ao Senhor trará abundância. A Bíblia nos ensina que quem é fiel no pouco será muito recompensado (Mt 25.21). Moisés foi um líder que compreendeu bem essa verdade e a viveu, pois o povo trouxe tanta oferta em ouro, prata, cobre, pedras preciosas e madeiras, que encheram os depósitos, e “disseram a Moisés: o povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou” (Êx 36.5). Seja fiel ao Senhor!

II. O TABERNÁCULO FOI UM PROJETO DE DEUS (Êx 25.8,9)

Após estudarmos a primeira seção de versículos (vv.1-7) que mostra a conclamação do Senhor ao seu povo para a construção do Tabernáculo por meio das ofertas alçadas, agora nos deteremos nos versículos 8 e 9, pois estes revelam como Deus elaborou esse projeto.

1. Deus arquitetou o Tabernáculo (Êx 25.8). “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”. Assim inicia o versículo oito. O Tabernáculo seria um santuário em pleno deserto, onde Deus habitaria entre o seu povo. Desde o início, é perceptível o caráter provisório do projeto divino, pois o povo de Israel não faria uma peregrinação perpétua no deserto. Deus elaborou a engenharia e arquitetou toda a construção do Tabernáculo, dando a Moisés a relação dos materiais que deveriam ser utilizados.

Por meio do legislador de Israel, o Senhor conduziu seu povo desde a saída do Egito até o Monte Sinai. Nesse monte, Ele revelou-se a Moisés e aos setenta anciãos do povo, bem como a Arão, Nadabe e Abiú, que viram a glória de Deus (Êx 24.9-11). Ali, a glória do Senhor estava presente e uma nuvem cobria o monte: “o aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte” (Êx 24.15-17). Por quarenta dias e quarenta noites Moisés entrou no meio da nuvem e subiu até o cume do monte para ouvir a Deus (Êx 24.18). Ali, o Altíssimo deu a Moisés as diretrizes para construir o lugar onde Ele habitaria.

2. O Tabernáculo foi um projeto de Deus. Embora Moisés haja sido formado academicamente no Egito, nenhum item do Tabernáculo era fruto de sua mente engenhosa e disciplinada. Recebendo instruções diretas de Deus, Moisés persuadiu ao povo hebreu a construir o Tabernáculo, pois este era um projeto celestial. O Pai desejava habitar entre os homens e derrubar a parede de separação erguida pelo pecado no Éden. Ele queria fundir o Céu com a Terra. Esse projeto glorioso só alcançaria o objetivo máximo na encarnação e crucificação de Jesus Cristo, seu amado Filho “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4; Ef 1.5-10).

3. O plano térreo do Tabernáculo (25.9). O plano térreo do Tabernáculo continha um espaço físico de 100 por 50 côvados aproximadamente, 50 por 25 metros, uma vez que um “côvado” equivale de 45 a 50 centímetros, pois a medida do côvado naqueles tempos era “a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio de um homem”.

a) O Pátio. Esse espaço do Tabernáculo era chamado “Átrio” (ou Pátio) e era fechado por uma cerca feita de cortinas de “linho fino torcido” e presas por ganchos e pinos em pilares de madeira de acácia (Êx 27.18).

b) O Altar dos holocaustos. No espaço externo dentro do Átrio, desde a Porta de entrada, havia o “altar de bronze” (ou cobre), onde eram feitas as ofertas queimadas e, principalmente, onde era feito o sacrifício pelos pecados do povo (Êx 27.1-8; 38.1-6).

c) A Pia de bronze (ou cobre). Havia, também, “uma bacia de bronze (ou cobre)” para que os sacerdotes lavassem as mãos e os pés antes de entrarem no interior do Tabernáculo (Êx 30.18-21; 38.8).

d) A Tenda do Testemunho. O Tabernáculo, propriamente dito, era a parte interna e ficava dentro do Pátio, composto por duas partes: o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos).

e) O Lugar Santo. No Lugar Santo havia três elementos: o Candeeiro (Candelabro, ou Castiçal) de Ouro com suas sete lâmpadas; a mesa feita de madeira de acácia e coberta de ouro, era chamada “Mesa dos pães da proposição”. Por fim, ainda no “Lugar Santo”, de frente para a entrada de cortinas bordadas que dava para o “Lugar Santíssimo”, estava o “Altar de Incenso” revestido de ouro, no qual se faziam intercessões pelo povo de Deus (Êx 30.1-6; 37.25-28).

f) O Lugar Santíssimo (Santo dos Santos). Por último, e de fato, em primeiro lugar, estava “O lugar Santíssimo”, onde se encontrava a única mobília, chamada de “Arca do Concerto” (Nm 10.33) ou “Arca do Testemunho” (Êx 25.22), ou também “Arca da Aliança”, na qual se guardavam as “Tábuas da Lei” (Êx 31.18).

III. A RELAÇÃO TIPOLÓGICA ENTRE O TABERNÁCULO E A IGREJA 

1. A importância dos aspectos tipológicos do Tabernáculo. O apóstolo Paulo deu importância a essa relação tipológica quando escreveu: “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). O Tabernáculo de Moisés, no deserto, deixou profundas lições para a Igreja. Nessa tipologia, descobrimos uma relação com a Igreja e com o Senhor Jesus. Nas lições seguintes, veremos a importância simbólica do Tabernáculo em seus adereços, utensílios e cultos, seus ministros e ajudantes, sua ordem e o significado de cada item na relação espiritual-tipológica com a Igreja de Cristo.

2. A Igreja de Cristo é o Tabernáculo de Deus na Terra. O Tabernáculo e o Templo de Salomão simbolizam a Igreja de Cristo edificada para “morada de Deus em Espírito” (Ef 2.22). Alguns textos do Novo Testamento fazem da tipologia o modo de comparação entre o Tabernáculo e a Igreja. Paulo tipificou a Igreja como edifício de Deus para falar de crescimento coerente e organizado da comunidade cristã (1Co 3.9). Neste edifício, os crentes em Cristo são identificados como “pedras vivas”, as quais são edificadas umas sobre as outras.

Portanto, a Igreja é o edifício espiritual construído para morada de Deus como o Tabernáculo no Antigo Testamento. Ela também é tratada como “Templo de Deus” (1Co 3.16). A figura do templo, aqui, tem dupla referência, pois refere-se à Igreja e, também, ao lugar da presença de Deus. A Igreja é tipificada como a Casa de Deus, de caráter familiar, porque a palavra “casa”, nesse contexto, refere-se à família que mora na casa (1Tm 3.15). O tabernáculo de Moisés era material, e Deus habitava nele; a Igreja é o tabernáculo espiritual onde o Altíssimo habita e se manifesta gloriosamente (Ef 2.22).

CONCLUSÃO

Esta lição teve por objetivo levar ao aluno à compreensão da tipologia do Tabernáculo em relação à Igreja. O Tabernáculo seria mais do que um protótipo ou modelo futuro da Igreja, no qual Deus revelaria a sua glória. Esse Tabernáculo aparece como “um bem futuro” (Cl 2.17), que aponta para a Pessoa de Jesus Cristo, que veio a esse mundo mostrar, na prática, o desejo de Deus em habitar com os homens. Ele fez isso na encarnação de seu Filho, o tabernáculo divino.

Fonte: www.estudantesdabiblia.com.br

 

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